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  • Mazé Andrade

Explorando as artes plásticas

Atualizado: 20 de jan. de 2021

Em 40 anos de carreira, Mazé Andrade expôs técnicas e estilos diferentes em mais de 50 eventos.


Apesar de ter construído sua vida no Nordeste – entre Paraíba e Pernambuco – as obras da artista plástica Mazé Andrade ultrapassam qualquer fronteira ao trazer influências e releituras de diversos locais do mundo. O repertório da “cientista do Belo” denota estilos variados, mesclando o Clássico ao Primitivismo, cunhando, assim, sua própria miscigenação.

Apresentando um vasto currículo, iniciado em 1980, a artista já explorou, em seus primeiros anos, as técnicas aquarela, bico de pena, monotipia e gravura em metal, adentrando, depois, na pintura a óleo, na litografia e nas esculturas, às quais mantém se dedicando nos últimos anos. “Trata-se de modelagem em barro com diferentes fundições”, explica a artista, que utiliza principalmente concreto e resina.

Com trabalhos já divulgados em diferentes salões, Mazé relembra que suas primeiras exposições foram realizadas entre 1979 e 1980, no Museu do Estado de Pernambuco. Depois dessa participação, outras portas se abriram e, hoje, ela contabiliza cerca de 50 eventos, em Pernambuco, Paraíba, Bahia, São Paulo, na Alemanha (Frankfurt), na Espanha (Barcelona) e na Romênia. Neste último país, suas gravuras já foram incorporadas ao acervo de arte contemporânea do Muzeul Florean.

A última exposição aconteceu em agosto de 2019, no Museu da Abolição, uma coletiva intitulada “Culturas Africanas: arte, mitos e tradições”, promovida através de parceria entre a instituição e a Universidade Federal de Pernambuco. “Estive presente com seis máscaras produzidas a partir de pesquisa sobre a arte de algumas tribos africanas”, informa Mazé que, para esta amostra, usou fibra de vidro. Ela ressalta que a exposição foi dirigida pela professora Suely Cisneiros, quem há muitos anos vem acompanhando seu trabalho e é considerada uma grande amiga. A curadoria foi do antropólogo Paulo Lemos de Carvalho.

Animais, florestas, mulheres, objetos e até extraterrestres. Todos já foram temas da arte de Mazé Andrade. Apesar dessa diversidade, a artista credita sua inspiração à natureza e à beleza das pessoas. Ela explica que faz esculturas a partir de desenhos livres aflorados de sua imaginação ou após estudos, como foram os casos das máscaras africanas. “Sempre gosto de fazer mulheres, fiz poucos homens”, conta, rindo. Para ela, trabalhar em cerâmica é “maravilhoso”, pois lhe permite materializar suas ideias e canalizar suas energias para o barro.


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