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  • Mazé Andrade

No universo da litografia

Atualizado: 7 de mar. de 2021

Artista participou do Laboratório Oficina Guaianases de Gravura.


Mazé Andrade já estudou desenho livre, bico de pena, monotipia, pintura a óleo, xilogravura, gravura em metal e cerâmica. Por volta de 1995, apaixonou-se também pela litogravura, passando a freqüentar o ateliê livre da Universidade Federal de Pernambuco. Foi lá onde conheceu e conviveu com o mestre Hélio Soares, falecido em maio de 2020, aos 74 anos. Seu Hélio trabalhou em gráficas e integrou, ao lado de João Câmara, Delano e outros artistas, a antiga Oficina Guaianases de Gravura, em Olinda, entre os anos 70 e 90. Em seguida, passou a dedicar-se ao ateliê da UFPE, transformando-o no Laboratório Oficina Guaianases de Gravura.

Foi nesse cenário efervescente que artistas, muitos dos quais experientes em outras técnicas, mergulharam no universo da litogravura ou litografia que, como indica o nome (etimologia grega) é a grafia na pedra. Com tinta e crayons litográficos, ricos em gordura, desenha-se sobre a pedra calcária. Depois, a mesma passa por uma solução química (água, acidulações - ácidos nítrico, fosfórico e tânico – e goma arábica) e vai para uma prensa. As áreas em branco, não gordurosas, aceitam a umidade e afastam a tinta litográfica no momento da impressão no papel. Já as áreas desenhadas repelem a água, aceitando a tinta gordurosa aplicada com o rolo da prensa. Com isso, evitam-se manchas no papel.

Atualmente, também são usadas outras matrizes de impressão, como o metal, mas Mazé conta que, no laboratório, eles trabalhavam com a pedra. Aliás, a instalação na universidade deu-se graças à doação de duas prensas e 700 pedras litográficas do antigo Movimento Guaianases. “Seu Hélio era gentil e extremamente dedicado ao ateliê. Explicava com muito entusiasmo todo processo de impressão, sem nunca omitir esclarecimentos”, lembra a artista. O mestre litógrafo esteve à frente também do Coletivo Ita-Quatiara, criado posteriormente por Rennat Said e José Rodrigues.

Início - O processo litográfico foi descoberto no fim do século XVIII pelo dramaturgo Aloys (ou Alois) Senefelder que, sem recursos, procurou uma forma de imprimir e divulgar suas peças, na Bavária. Intensamente usado no século XIX, foi posteriormente aprimorado por artistas consagrados, que desenvolveu a litografia colorida.


Veja o vídeo no Canal Bem Brasil

https://youtu.be/FGAPlrfCxic



Mestre Hélio imprimindo litogravura de Mazé Andrade.


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